Desde a catequese, Igreja tem papel de conscientizar para a comunicação

02 de Maio de 2018

 

Em tempos de redes sociais e de inúmeras informações que circulam nos vários meios, com diversas fontes e objetivos, um fenômeno antigo, mas com roupagem nova, chama a atenção: as notícias falsas, mundialmente chamadas no contexto atual de fake news. A temática que mereceu espaço na reflexão do papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais – neste ano em 13 de maio – foi abordada em entrevista à revista “Bote Fé” concedida pelo doutor e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Moisés Sbardelotto.

 

A relação entre os termos “pós-verdade” e fake news, as redes sociais e suas possibilidades de disseminar conteúdos falsos e também de dar voz a quem não tinha em outros tempos são alguns pontos abordados por Sbardelotto. O especialista também analisa o contexto das eleições no Brasil e sugere um “processo de conscientização comunicacional” para enfrentar a avalanche de mentiras entre candidatos.

 

A realidade da Igreja também é lembrada, na qual “certos indivíduos e grupos católicos em rede, muitas vezes, deixam de lado a missão de anunciar a “boa notícia” (good news) para inventar e compartilhar apenas “fake (good) news”, falsificando o Evangelho e o testemunho cristão com suas práticas de ódio e intolerância”.

 

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

 

Desde 2016, os termos “pós-verdade” e “fake news” (notícias falsas) têm ganhado espaço na mídia e no debate político em âmbito mundial. Estas expressões são sinônimas? O que significam?


Essas expressões não são propriamente sinônimas, mas estão inter-relacionadas. A ideia de fake news diz respeito a um fenômeno antigo, mas que ganhou mais evidência hoje, graças às redes sociais digitais. Trata-se justamente das “notícias falsas”, como o próprio nome diz, que são produzidas e postas em circulação seja para fins políticos, publicitários ou midiáticos. Em tempos de redes sociais digitais, o objetivo de difundir tais notícias é obter o máximo de “curtidas”, cliques, visualizações, compartilhamentos, inclusive com o recurso aos chamados “bots”, ou robôs informáticos, que simulam uma ação humana coordenada na internet. Essa falsidade das notícias pode envolver também uma certa gradualidade. Podemos ter fake news que envolvem a invenção pura de dados e fatos, totalmente fantasiosos, sem qualquer fundamento na realidade, mediante mentiras. Ou então a deturpação de algum dado ou fato objetivo, envolvendo, portanto, a difamação, a mentira, a calúnia sobre algo ou alguém. Ou ainda a desinformação, que é revelar apenas uma parte daquilo que se sabe, somente aquilo que é mais conveniente a certos interesses, ocultando aquilo que possa prejudicá-los – e este é um dos maiores “pecados da mídia”, como afirmou o Papa Francisco, porque impede que as pessoas possam fazer um juízo integral sobre a realidade.

 

 

E isso não envolve apenas a profissão jornalística. Na mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, as fake news são analisadas também no âmbito da “responsabilidade pessoal de cada um” de nós, de cada pessoa. Há o reconhecimento de que estamos “no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro de um sistema digital”, como afirma o papa, em que o midiático é um fenômeno complexo, pois envolve, justamente, de modo crescente, “cada um” de nós, seja quem for. A responsabilidade, portanto, é de todos e todas.

 

Em tudo isso, está em xeque a própria noção de “verdade”, e aqui está a relação com o conceito de “pós-verdade”. O termo foi eleito pelo dicionário Oxford como a “palavra do ano” de 2016 na língua inglesa; não por casualidade, foi o ano das eleições estadunidenses que levaram Trump ao poder e da vitória do “sim” no referendo sobre o Brexit, que levou à saída do Reino Unido da União Europeia, acontecimentos que envolveram uma série de fake news.

 

Em síntese, o conceito de pós-verdade envolve a ideia de que os fatos objetivos importam menos para a opinião pública do que a emoção e as crenças pessoais ou grupais. Hoje, então, não interessariam tanto os dados e os fatos, mas sim as versões e as opiniões sobre eles.

 

O prefixo “pós”, nesse caso, diria respeito ao fim da verdade como tal: haveria apenas interpretações. Mas ele também pode ser pensado como a superação de uma determinada concepção de verdade. Neste segundo caso, o conceito de “pós-verdade” torna-se mais complexo e até mais desafiador, pois leva a nos questionarmos sobre o que entendemos por verdade, especialmente em um período histórico em que temos acesso a uma quantidade inimaginável de informações, instantaneamente.

 

Como encontrar a verdade no meio do “caos midiático” em que vivemos? A resposta, de certo modo, foi dada pelo próprio Papa Francisco no título de um livro-entrevista com ele, intitulado “A verdade é um encontro”. Para os cristãos e cristãs, a Verdade tem nome e rosto, é Jesus. É na relação com Ele que encontramos a Verdade. Ou, melhor, “somos encontrados” pela Verdade. Nós não possuímos a Verdade, não somos donos dela. Ela – na pessoa de Jesus – é que “nos possui”. A questão, então, é estar ou não estar em relação com a Verdade.

 

O cenário da comunicação parece caótico. Muitas pessoas com acesso à informação, principalmente por meio das redes sociais, mas nem sempre com a verdade e a correta interpretação dos fatos. Como você avalia este contexto?


Trata-se de um contexto marcado, primeiro, pela crise do jornalismo, com a perda de público, de poder e de credibilidade por parte da “grande mídia”. Quando as instituições sociais que deveriam prover a sociedade em geral com informações verídicas caem no mero sensacionalismo ou partidarismo, é justo e necessário que as pessoas busquem outras fontes de informação. A questão, contudo, é como as pessoas elegem essas fontes e como julgam essas informações, a partir de quais critérios e segundo quais desejos, interesses e necessidades. Fica evidente, portanto, a importância de “formar para a informação”, ou seja, de possibilitar que as pessoas possam construir as competências necessárias – desde a infância, por exemplo, nas escolas – para lidar com um mundo de informações, sem ficarem sobrecarregadas, desorientadas, inertes ou indiferentes diante dessa realidade tão complexa.

 

Em segundo lugar, trata-se de um contexto marcado pelo surgimento das chamadas “redes sociais”, como Facebook, Twitter, Instagram, e pelo crescente poder de plataformas como Google, Amazon, Netflix, que dominam quantidades gigantescas de informações, fornecidas por seus próprios usuários, que “trabalham” para essas plataformas constantemente, mesmo sem perceber. Nesses ambientes, formam-se com mais facilidade as chamadas “bolhas” de informação, em que cada pessoa busca se cercar apenas de fontes e conteúdos que reforcem suas convicções pessoais. A diferença e o diferente, assim, desaparecem do horizonte. E os algoritmos de cada plataforma, por sua vez, reforçam ainda mais essa característica “mais do mesmo” das redes digitais. Poderíamos dizer que a informação hoje não é mais sinônimo de poder, pois cada pessoa pode ter acesso a elas, em um clicar de botões. O poder está em quem gerencia as informações. Quando entregamos esse poder de gestão sobre nossas informações pessoais a tais conglomerados informacionais e midiáticos, estamos abrindo mão de uma importante parcela de responsabilidade sobre a nossa própria vida.

 

Moisés Sbardelloto no Encontro Nacional da Pascom | Foto: arquivo pessoal


Mas há também um aspecto positivo nesse “caos” midiático. As redes sociais, pela sua facilidade de uso, pelo seu alcance e abrangência, possibilitam que as pessoas assumam um poder de “palavra pública”, especialmente aquelas que não têm acesso aos meios tecnológicos industriais ou corporativos de comunicação. As mídias digitais podem se tornar espaços de autonomia positiva e alternativa para pessoas e grupos historicamente minoritários, periféricos e silenciados, indo além do controle de governos e empresas midiáticas que tentam monopolizar o processo de produção da informação.

 

As pessoas passam a não querer mais apenas “ouvir/ler/ver” o mundo a partir do ponto de vista da “grande mídia”, mas também dizê-lo, mostrá-lo, produzi-lo, construí-lo a partir dos seus próprios pontos de vista locais. Assim, as plataformas digitais tornam-se espaços de manifestação de várias “vozes” sociais, que podem questionar e se contrapor a certas narrativas e interpretações sobre o mundo e a realidade. E esse “caos” pode ser muito produtivo e enriquecedor para a sociedade, para evitar todo “totalitarismo” informacional, para evitar uma sociedade de “opinião única”, que seria muito mais pobre e limitada.

 

As eleições norte-americanas são tomadas como um marco quando se fala em fake news, pelo uso do termo pelo presidente eleito nos EUA em relação às notícias negativas relacionadas a ele. Mas a prática de disseminação de notícias falsas vem de longa data no processo eleitoral brasileiro. Autoridades têm ensaiado mudanças para prevenir a prática já no pleito deste ano. O que você considera eficaz como medida?


Não há uma solução simples, nem uma saída única e instantânea, pois, como você mesmo disse, não é algo novo no cenário brasileiro. Em primeiro lugar, haveria as medidas legais e jurídicas a serem tomadas, por exemplo, para punir candidatos ou partidos que recorram a falsidades para construírem suas campanhas. Embora sendo uma medida justa e até necessária, o risco é cair em um legalismo que, muitas vezes, como temos visto, “acaba em pizza”.

 

Parece-me mais produtivo pensar em um processo de conscientização comunicacional. Por um lado, as empresas midiáticas devem reforçar sua postura ética e evitar a produção e a divulgação de toda má informação. Mesmo tendo fins financeiros, o lucro e os interesses corporativos não podem levar a melhor em relação à responsabilidade pública de tais empresas. Nesse sentido, um ecossistema midiático mais complexo, com mais “seres” em ação, e não apenas os mesmos “dinossauros” de sempre, contribui para que a falsidade seja evidenciada em meio à boa disputa e às boas tensões presentes nesse ambiente na busca de uma boa informação.

 

 

Por outro lado – e esta me parece ser a “medida” mais eficaz, embora de longo prazo –, é preciso colaborar para que cada pessoa saiba discernir a falsidade que se espreita em um panorama político e midiático complexo. Trata-se, por exemplo, de aumentar a sensibilidade do nosso “desconfiômetro” pessoal, especialmente nesse período do ano, em relação ao debate político e àquilo que se torna notícia. Uma “dieta midiática” mais variada, que não dependa apenas da “grande mídia” nem dos meios alternativos, mas saiba articulá-los e contrapô-los, é algo que favorece que não se caia em armadilhas informacionais. É aquilo que o papa chama de “confronto sadio com outras fontes de informação”.

 

E aqui a Igreja tem um papel pedagógico e formativo muito importante, desde a catequese. Novamente, trata-se de conscientizar para a comunicação e de formar para a informação, no sentido de ajudar as pessoas a serem “prudentes como as serpentes e astutas como as pombas” no meio dos possíveis “lobos” midiáticos. Nas palavras do papa em sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, trata-se trata-se de promover um “discernimento profundo e cuidadoso”, que permita desmascarar a “lógica da serpente” que produz as fake news..

 

Talvez como luz para guiar os cristãos, principalmente, o papa Francisco escolheu para este ano o tema “A verdade vos tornará livres – fake news e jornalismo de paz”. O que este texto diz aos profissionais da comunicação e aos consumidores de informação?


Em sua mensagem, o Papa Francisco principalmente contrapõe dois modos de entender e praticar a comunicação. Por um lado, ela é vista a partir do “projeto de Deus”, segundo o qual é compreendida como uma “modalidade essencial” para viver a comunhão. Por outro lado, a partir do “egoísmo orgulhoso”, afirma o papa, a comunicação é vista como um “modo distorcido” de usar a própria faculdade de comunicar, que provoca uma “alteração da verdade”, em suma, a falsidade.

 

E como podemos nos defender da falsidade que nos permeia, tanto nas relações pessoais quanto na comunicação social? “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade”, responde o Papa Francisco, “é deixar-se purificar pela verdade”. E ela tem justamente um “sentido relacional”, afirma o pontífice. Isto é, a verdade sempre se encarna em relações. Para Francisco, a verdade não deve ser imposta como algo “extrínseco e impessoal”, mas deve brotar de “relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca”. Por isso, “o melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga de um diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem”.

 

Nesse sentido, o papa vai além da diferença entre “produtores e consumidores”, “jornalistas e públicos”, e vê a comunicação – toda ela – como uma relação entre pessoas. Cada comunicador – seja ele profissional ou não – é chamado a se relacionar com o “outro” em sua qualidade de pessoa. Não como mero “receptor” passivo, “consumidor”, “massa”. A síntese de toda a mensagem do papa é a libertação da falsidade a partir da busca da relação. Só assim é que a comunicação pode se explicitar como “escuta recíproca”, como “diálogo sincero”, como uma linguagem usada responsavelmente, nas palavras do papa. É essa comunicação relacional, longe do “egoísmo orgulhoso” que permite que a verdade venha à tona e que a comunhão seja possível.

 

Percebe-se um esforço do papa em “redescobrir o valor da profissão jornalística”. Como isso pode acontecer na prática, em nosso país, visto que os profissionais da comunicação – de forma muito expressiva nos grandes grupos de mídia – têm sua atuação limitada e passam pela deterioração nas relações de trabalho, após a perda da obrigatoriedade do diploma, quando não pelo desemprego?


O cenário do jornalismo, hoje, é bastante desafiador. No fundo, trata-se da constante perda do seu sentido social, já que as empresas midiáticas apostam grande parte de seus esforços na obtenção de lucros e na defesa de seus interesses ou de seus partidários. Nessa ótica, pouco importa quem faz o trabalho jornalístico e em que condições pessoais e de trabalho, daí essa deterioração a que você se refere na pergunta.

 

Mas o Papa Francisco, por outro lado, reitera a importância de quem assume a comunicação como profissão, isto é, o jornalista, chamado pelo pontífice de “guardião das notícias”. Na visão do papa, a notícia é um tesouro que enriquece a toda a sociedade, não apenas uma mercadoria para enriquecer as empresas que a produzem. Por isso, novamente, segundo o papa, no centro das notícias, devem estar as pessoas. “Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas”, afirma ele. Um “jornalismo de paz” é aquele que é “feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz”.

 

 

Esta me parece ser uma boa pista de como o jornalismo pode se reinventar. Bento XVI falava da necessidade de uma “diaconia da cultura”, ou seja, de se colocar a serviço dos processos culturais, de se inculturar, aprendendo com as culturas e oferecendo-lhes aquilo que temos de mais precioso, como o próprio Evangelho. Para superar a deterioração das relações de trabalho e suas consequências, é preciso revalorizar as relações entre as pessoas que compõem o processo jornalístico. O jornalista, portanto, não é um mero “escrevedor de textos” ou “produtor de conteúdos”, mas sim um profissional que domina não apenas uma técnica, mas que principalmente possui uma ética e uma estética que permitem construir relações entre informações e relações entre pessoas a partir da informação, com sentido social. Quando a notícia é vista como riqueza social (e não mera mercadoria empresarial), quando o jornalista é reconhecido como pessoa, como sujeito social voltado à construção de relações entre pessoas e sentidos (e não como mero técnico frio), estamos diante de um bom caminho para se redescobrir o valor do jornalismo hoje.

 

Também a Igreja tem enfrentado a disseminação das fake news nas redes sociais, com ataques a expressões de fé e conteúdos ofensivos sendo divulgados como “jornalísticos” sem a responsabilidade de apuração própria do profissional, que deve sempre ouvir os dois lados. Quais as lições que o papa apresenta em sua mensagem e o que pode ser tirado desta experiência por quem atua com a comunicação eclesial?


Ao falar da verdade, Francisco afirma que “a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa”. E, para discernir a verdade, “é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor”. O que vemos, muitas vezes, nas relações entre católicos, especialmente em certas páginas das redes sociais digitais ou em certos sites e blogs, é uma comunicação “contra” o outro, para que ele ou ela não tenha voz alguma e apenas “me” ouça. Assim, a reflexão teológica e as relações intraeclesiais transformam-se em campo aberto para a circulação de inúmeros estereótipos e preconceitos, de aniquilação da diferença e dos diferentes, de manutenção e reforço de um certo status quo católico. É a autorreferencialidade, tão criticada por Francisco: só é “Igreja” e só é “católico” aquilo que se enquadra nos “meus” padrões e esquemas…

 

Desse modo, certos indivíduos e grupos católicos em rede, muitas vezes, deixam de lado a missão de anunciar a “boa notícia” (good news) para inventar e compartilhar apenas “fake (good) news”, falsificando o Evangelho e o testemunho cristão com suas práticas de ódio e intolerância. Supostamente agindo pelo bem da Igreja e a salvação das almas, esses católicos ultrarradicais são verdadeiros “profetas da desventura” e apedrejam simbolicamente tudo e todos que forem “diferentemente católicos”, incluindo o papa, se acharem necessário. Assim, fazem exatamente aquilo que o pontífice denuncia na mensagem: impõem sua verdade “como algo de extrínseco e impessoal”, isolam, dividem e se contrapõem, prejudicando a comunhão eclesial.

 

As redes sociais digitais, embora habitadas por católicos de catolicidades variadas, transformam-se não em assembleias públicas (no grego, ekklesia, “igreja”) voltadas à convivência entre pessoas diferentes, mas sim em arenas em que só sobrevive quem aniquila o outro a golpes retóricos de citações bíblicas e de Catecismo. Tudo isso entre pessoas que, supostamente, deveriam se comunicar como irmãos e irmãs de fé…

 

 

 

Mas o Papa Francisco é bem claro na mensagem: “Uma argumentação impecável pode basear-se em fatos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polêmica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade”.

 

Em síntese, o sinal do comunicador cristão, nas redes e fora delas, é a paz. Uma comunicação que, como reza o pontífice no fim de sua mensagem, pratica a escuta, e não o rumor; inspira harmonia, e não confusão; leva clareza, e não ambiguidade; leva partilha, e não exclusão; usa sobriedade, e não sensacionalismo; faz interrogativos verdadeiros, e não superficialidade; desperta confiança, e não preconceitos; leva respeito, e não agressividade; e, por fim, leva verdade, e não falsidade. É nas relações construídas a partir desse horizonte que a “Verdade em pessoa” se manifesta e se encarna.

 

 

Fonte: http://www.cnbb.org.br

 

 

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