Educação católica no Brasil busca seguir inspirações do magistério do papa Francisco

03 de Julho de 2018

 

“A educação católica tem grande potencial para formar na perspectiva cidadã. De um lado em razão do investimento na formação dos professores à luz da ética evangélica e do compromisso de colaborar na construção de uma sociedade justa e fraterna. Do outro em razão da tradição e competência específicas da longa experiência com a educação”, explica o arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Justino de Medeiros.

 

Papa Francisco com os membros da fundação “Gravissimum Educationis” (Vatican Media)


Esse compromisso está em total sintonia com magistério do papa Francisco que frequentemente tem se encontrado com educadores e apontado caminhos para globalizar a esperança no contexto mundial. Um desses encontros ocorreu no dia 25 de junho passado, no Vaticano. Oitenta membros da fundação Gravissimum Educationis, que trabalha na promoção da educação católica no mundo, foram recebidos pelo Pontífice durante o encontro “Educar é transformar”, da Congregação para a Educação Católica.

 

“Com esta instituição, a Igreja renova o seu compromisso com a educação católica em sintonia com as transformações históricas do nosso tempo. A fundação, de fato, incorpora uma solicitação já contida na Declaração conciliar da qual leva seu nome, que sugeria a cooperação entre escolas e universidades para melhor enfrentar os desafios em andamento”, ressaltou o papa em seu discurso.

 

Segundo dom João Justino de Medeiros, tanto na Laudato Sì quanto na Amoris Laetitia, Francisco sublinhou o horizonte da educação e deixou abertas perspectivas que estão sendo cada dia mais assumidas pela educação católica no Brasil que tem sua maior expressão por meio da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) que congrega instituições mantenedoras de estabelecimentos confessionais católicos de educação em todos os seus níveis, graus e modalidades.

 

Presente em todo o território nacional, a entidade representa cerca de 430 mantenedoras, 2 mil escolas, 130 instituições de ensino superior e 100 obras sociais, totalizando 2,5 milhões de alunos e aproximadamente 100 mil professores e funcionários representados.

 

 

No discurso do encontro com membros da fundação, Francisco foi enfático “Somente mudando a educação é possível mudar o mundo”. O papa reforçou que a educação católica não se limita somente a formar mentes. “A responsabilidade moral do homem de hoje também se propaga no tempo, e as escolhas de hoje recaem sobre as gerações futuras”, disse. 


O santo padre orientou ainda que para cumprir sua missão de educação é necessário se estabeleçam as bases na coerência com a identidade cristã; disponham os meios conforme a qualidade do estudo e da pesquisa; e persigam objetivos em harmonia com o serviço ao bem comum. 


A Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB trabalha em parceria com a ANEC no campo da educação católica e com os agentes da Pastoral da Educação que atuam prioritariamente na rede oficial. O recente subsídio “Pensando o Brasil: Educação”, publicado pelas Edições CNBB em 2017, foi preparado com expressivo envolvimento dos membros da Comissão. Ali se encontram perspectivas muito claras de nosso compromisso com a educação cidadã.

 

 

Na linha apontada pelo papa Francisco, a Comissão de Educação e Cultura da CNBB tem realizado e participado de diversos movimentos e debates no campo educacional. Em março, estiveram presentes no Fórum de Pastoral da ANEC, em São Paulo.

 

Para outubro, está sendo preparando o 19º Encontro Nacional da Pastoral da Educação com o tema: “O atual cenário da Educação Brasileira e as Perspectivas para a Pastoral da Educação”. E, ainda, o Setor Universidades da CNBB organiza também de 9 a 11 de outubro, o I Congresso de Humanismo Solidário na Ciência que vai ser realizado na PUC Rio. “Estes exemplos evidenciam como a Comissão tem se empenhado na perspectiva do humanismo solidário e da educação cidadã”, ressaltou dom João Justino.

 

 

Fonte: http://cnbb.net.br/

 

 

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