Renovação Carismática Católica (RCC)

27 de Março de 2025

 

COMO SURGIU A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Para contemplar o início da Renovação Carismática Católica devemos voltar o olhar para 1º de janeiro de 1901, quando o Papa Leão XIII pronunciou o Veni Creator Spiritus e consagrou o Século XX ao Divino Espírito Santo. A ação é considerada uma resposta aos apelos da fundadora da Congregação das Oblatas do Espírito Santo, a Beata Elena Guerra, que por volta de 1886 começou a escrever cartas ao Pontífice, pedindo uma maior devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

É no chamado Século do Espírito Santo que o Papa, tido como de transição pela idade avançada, convocou o Concílio Vaticano II, que, em suas palavras, seria um aggiornamento (termo italiano para “atualização”). Em 1958 o Papa João XXIII reza: “Renova em nossa época os prodígios, como em um novo Pentecostes!”

Assim, em 1967, após a leitura do Livro “A Cruz e o Punhal de David Wilkerson, um grupo de jovens da Universidade Duquesne do Espírito Santo, em Pittsburgh na Pensilvânia, Estados Unidos, realiza um fim de semana de estudos, sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos, nos dias 17 a 19 de fevereiro.

O conhecido “Final de Semana de Duquesne” foi o retiro em que pela primeira vez, de forma registrada, leigos católicos relatam a experiência do Batismo no Espírito Santo. Patti Gallagher Mansfield, David Mangan, Ralph Martin e Steve Clark e outros jovens estudantes testemunharam o derramamento de uma graça sobrenatural, apontando Romanos 5, 5 como explicação do que vivenciaram: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado”.

Papa Paulo VI descreveu a RCC como “uma boa oportunidade para a Igreja e para o mundo”. São João Paulo II, em sua mensagem à RCC, por ocasião do Jubileu do Ano 2000, retomou a fala de Paulo VI e completou: “Neste florescimento, ela reconhece a obra do Espírito Santo, que jamais deixa faltar à Igreja as graças necessárias para enfrentar situações novas e às vezes difíceis”.

Papa Bento XVI falou em um encontro da Renovação Carismática Católica na véspera do Pentecostes de 2012, convidando-os a acolher o poder do Espírito Santo a fim de se “crescer em confiança e em abandono à Sua vontade, em fidelidade à sua vocação”.

Após 50 anos da graça inicial, o Papa Francisco usou um termo do Cardeal Léon-Joseph Suenens, para definir a Renovação Carismática Católica. O Cardeal foi um dos pioneiros nos estudos sobre a RCC. “A Renovação Carismática é uma corrente de graça para a Igreja. Como um rio que desagua no mar, assim a RCC deve alcançar toda a Igreja” – Papa Francisco na 37ª Convocação da Renovação na Itália, em 2014.

Em abril de 2016, o Papa Francisco nomeou uma Comissão para viabilizar a criação de um único Organismo Internacional de Serviço para toda a RCC. Como resultado deste trabalho, o Estatuto elaborado com o auxílio do Dicastério para os Leigos, Família e Vida, foi aprovado e assinado pelo Papa Francisco no Ato de Constituição do Único Serviço, denominado CHARIS, lançado oficialmente no Pentecostes de 2019.

 

A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA NO BRASIL

Em agosto de 1969, a mesma experiência foi relatada por jovens no Brasil. O sacerdote jesuíta Haroldo Rahm, recém-chegado de uma experiência ministerial entre o Texas e o México, propõe um retiro, nos moldes do que havia conhecido nos Estados Unidos. A “Experiência de Oração sobre a Pessoa e Obra do Espírito Santo” reuniu cerca de 60 jovens na Vila Brandina, em Campinas. Os jovens estudaram e partilharam o conteúdo de livros enviados ao Padre Haroldo pelo seminarista Eduardo Dougherty.

É nesse fim de semana, de 15 a 17 de agosto de 1969, que o Brasil registra o início da Renovação Carismática Católica em suas terras. Padre Haroldo impõe as mãos sobre os jovens, lembrando a promessa contida em Atos dos Apóstolos 2, 39: “Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que de longe ouvirem o apelo do Senhor nosso Deus”.

Após a experiência do Batismo no Espírito, esses jovens se dividem em pequenos núcleos, espalhando a chama por todo o Vale do Paraíba, no interior do Estado de São Paulo. Assim nascem os Grupos de Oração, reuniões pautadas no louvor, petição do Espírito Santo e meditação da Palavra de Deus. Os primeiros grupos tinham as reuniões nas casas das famílias dos pioneiros, como Laura Mendes da Silva. Agraciada com um dom extraordinário de cura, Tia Laura, como era conhecida, foi uma figura ímpar no cultivo das primeiras lideranças da RCC no Brasil.

As reuniões na casa de Tia Laura, em Lorena, São Paulo, eram frequentadas pelo Monsenhor Jonas Abib, Luzia Santiago e outros nomes de grande influência na divulgação dos carismas do Espírito Santo, em terras brasileiras. Ao mesmo tempo, o já sacerdote, Eduardo Dougherty, inicia um ministério missionário por todo o Brasil, realizando retiros de Experiência de Oração e divulgando os dons carismáticos, fundando centenas de Grupos de Oração.

As múltiplas experiências nos vários Estados brasileiros, levaram as primeiras lideranças organizarem um processo formativo comum e uma coordenação nacional, para articular os projetos. Já reconhecida como Renovação Carismática Católica, a corrente de graça foi aos poucos ganhando atenção da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, e sua ajuda para organização de seus estatutos e modos de trabalho, a partir de orientações em documentos episcopais.

Já nas primeiras décadas de existência, a RCC ganhou corpo com milhares de Grupos de Oração e diversas Novas Comunidades e outras expressões evangelizadoras. Os frutos foram atestando a ação do Espírito de Deus: trabalhos sociais, evangelização com os meios de comunicação, com a música e a literatura, com institutos de vida consagrada, vocações sacerdotais e religiosas, e inúmeras conversões.

 

Coordenação Diocesana: Sidney Lima Lopes Júnior

E-mail: [email protected]

 

Fonte: https://novoportal.rccbrasil.org.br/nossa-historia/ e Plano Pastoral Diocesano

 

 

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